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Simpósio discute o papel da religião perante a preservação do meio ambiente
01/09/2009
O Simpósio de Sustentabilidade Planetária "Proposta no campo das religiões" promovido pela Faculdade Messiânica e a Fundação Mokiti Okada nos dias 18 e 19 de agosto, na sede central em São Paulo, discutiu como as entidades religiosas podem contribuir na preservação do meio ambiente. Os dois dias reuniram em torno de 300 pessoas.
Na abertura do Simpósio,18, o diretor da Faculdade Messiânica, Rogério Hetmanek, reforçou a importância do homem respeitar a ordem. "O homem já chegou ao planeta terra com a natureza pronta. Ela é o modelo da verdade, segundo Meishu-Sama. Por isso, devemos aprender e apreender com ela, ou seja, captar sua verdade e sistematizar seu regular processo".
No dia 19, o chefe do departamento da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo - USP, Isak Kruglianskas, apresentou um panorama da situação da terra. Nuvens de poluentes, escassez de água, ¾ da área de pesca já está comprometido; queimadas no cerrado brasileiro - região ameaçada pela desertificação, enchentes, degelos, fome, foram alguns dos dados trazidos por ele.
"O solo sadio é a base de tudo. A água, o ar, o clima, o alimento, a saúde vegetal, animal e humana dependem dele", declarou a engenheira agrônoma e consultora do Centro de Pesquisa Mokiti Okada, Ana Primavesi. Para ela, a solução é trabalhar segundo a natureza, tendo interligados os recursos hídricos, o solo e o clima. Ver o meio ambiente como um todo e não parcialmente.
Para o professor da Universidade Tsukuba no Japão, Takeshi Kimura, "A imagem da terra é estonteante, formada por um conjunto de oceanos, nuvens, verde e solo, estando tudo interligados. Mas a nossa falta de compreensão sobre esse contexto está colocando em perigo a nossa vida".
De acordo com ele, é preciso sair da moderna civilização para a ecocivilização, no qual o homem atual está incumbido de fazer essa transição para não comprometer as novas gerações. Para tanto, é necessário criar um relacionamento entre ciência e religião, sociedade e religião e religião e religião, desenvolvendo um sentimento de altruísmo para com todos os seres vivos.
"A religião pode resgatar os verdadeiros valores e a criação de uma ética ambiental tem um papel importante na mitigação desses impactos negativos das ações humanas", declarou o coordenador do Centro de Pesquisa Mokiti Okada, Fernando Augusto de Souza, durante a mesa redonda: Religiões e a criação de uma ética global para salvar o meio ambiente.
Conforme explicação do professor da Faculdade Messiânica, Jung Mo Sung, é preciso criar uma ética que reconheça as diferenças de cada povo e que proponha soluções que possam contribuir com todos os seres vivos. Ele acrescentou ainda, que é preciso reconhecer e aceitar que o futuro não está garantido, valorizar o presente, que demarca a possibilidade de futuro e respeitar o ser humano, no seu direito da alegria e da vida.
"Fazer o melhor que podemos fazer a cada instante, não economizar ingredientes para depois. Serem éticos e bons, independente de crença e religião, ser humano capaz de transformar a terra, e ter atitudes que beneficiem o maior número de seres vivos", relatou a Monja Coen, missionária oficial da tradição Soto Shu-Zen Budismo.
O preletor da Seicho-No-Ie, Milton Norimatsu, durante sua apresentação enfatizou a importância do pensamento da humanidade, por ser responsável pelo futuro do ser. Cabe a cada um focar nos pontos positivos da vida.
Para finalizar o Simpósio, o professor da Faculdade de Teologia da Universidade de Oxford, na Inglaterra, Peter Clarke, declarou a necessidade de construir uma teologia da salvação do meio ambiente, desenvolvido através do diálogo entre as religiões e a ciência.
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